30 de set de 2008

Trident


Oi! Quero-lhes apresentar o meu vício. O Trident Hortelã/Menta (azul ou verde) anda sempre comigo no mínimo, uma embalagem (contendo 5). Coisa antiga, sabe? Sim, sou dependente. Não, não vivo sem. Quer dizer, "viver sem" é algo muito vão. Eu não morreria sem ele, mas fico bem agoniada com a tal ausência. Eu sei que pode não ser pra tanto, mas a gente se completa. Eu adoro tê-lo por perto. Na minha boca, então... Hummm!

As pessoas me enchem os ouvidos dizendo que eu vou ter uma gastrite ou até uma úlcera. Escuto isso faz tempo: "Chiclete engana o estômago"; "Você está envenenando o seu estômago"; "Ele produz o suco gástrico pra nada e cobra isso de você"; "Já está mascando chiclete, Aline? Logo cedo? Você não tem jeito". E não tem jeito mesmo. Já tentei substituí-lo com Mentos, Tic-tac, entre outros, mas esses são só complementos e não substituem o magnífico. Além disso, vejam o lado bom: é diet, sem açúcar, não estraga os dentes e nem engorda. Hum? E pra completar, é uma delícia. Acho ótimo!

É, eu confesso que, às vezes, ele é teimoso e me dói o estômago. Mas aí já são outros 500...

Foto: Aline Alves (Posso ficar orgulhosa? Gostei tanto!)

24 de set de 2008

O dia da árvore

Desculpem a ausência! Estou bem em falta com vocês, meus visitantes. Pense num corre-corre...

Bom, como prometido, vou contar-lhes sobre o dia 21 de setembro.

Recebi a primeira mensagem às 23h50 do dia 20 de setembro. Dez minutos antes para ser o primeiro.
Às 00h00 (21) recebo uma ligação: a primeira do dia! Uma linda!
Empate: Os dois foram os primeiros!

Acordo e ganho um "PARABÉNS!", repleto de bafo e voz de sono, de quem está do meu lado e um pouco abaixo: a minha irmã, Juliana!
Vou ao banheiro e, já tirando a roupa para tomar banho, escuto um "Parabéns pra você, nesta data querida...". Era a minha mãe. Ela me manda sair do banheiro e me dá um abraço delicioso.

Tomo banho e vamos (eu, minha mãe e minha irmã) ao Hiper de Casa Forte. Pegamos o meu pai numa carreata. Tive que pedir Parabéns pra ele, que alegou nem ter tempo de desejar espontaneamente. Padaria (uma torta suculenta, umas torradinhas, coxinhas...). Casa. Shopping Plaza. Casa outra vez.
Recebo uma visita de uma amiga querida! Conversamos e ela foi embora.

Em meio de telefonemas, fui me arrumando. Iríamos (eu, meus pais, minha irmã, meus tios e primos) ao Rouge. Crepes, chocolates quentes, café, capuccino, pãozinho de quejo. Aquele climinha alternativo da creperia é ótimo!
Enquanto comíamos e conversávamos, as (minhas) meninas ligavam. Iríamos sair pra algum bar. Apressei, sem tanta pressão, as pessoas. Viemos à minha casa. Como não poderia faltar, cantamos parabéns e saí correndo pra o bar. Meu primo (Felipe) nos (eu e Raquel) levou. O local escolhido foi o Portal do Derby. Conversamos, colocamos o papo em dia, comemos. Foi uma noite bem agradável!

Cheguei em casa exausta, mas feliz! Senti falta de algumas pessoas (Cris e Mayara foram duas que eu senti muito) que não me ligaram, o que é bem importante pra mim. Preferi relevar. Talvez não tenham tido tempo, problemas da vida ou até esqueceram mesmo, acontece!
Mas uma me surpreendeu: a minha tia. Ela que sempre me ligou, sempre foi a primeiríssima! Tia Terezinha nunca (repetindo: NUNCA) esqueceu do meu aniversário, uma semana antes já me ligava. Passei o dia perguntando por ela, mas esqueceu. No outro dia, liguei pra ela. Super preocupada, entrou em pânico quando eu disse que ela havia esquecido. Falou-me que não sabia o quanto a ligação dela era significante, mas que esqueceu mesmo, deu um branco. Me pediu mil desculpas. Ela não havia percebido ainda, mas a amo!

Ah, no dia 22, gente, acordei MUITO enjoada. Misturei muito no dia anterior. Mas não foi de bebida não, até porque eu nem posso beber, por causa do remédio. Foi de comida! Comi tanto, que acordei precisando de um sal de fruta (ou sal de frutas? ¬¬).

Apesar dos pesares, eu adorei! Estava precisando sair o dia todo, sabe? Quase sem parar em casa. Fazia tempo que isso não acontecia.

P.S.: E pra quem não sabe, dia 21 de setembro, é, também, o dia da árvore. Bacana, não? (Ôr!)

21 de set de 2008

Dia da árvore!

Hoje é o MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU aniversário, que eu adoro!

Amanhã eu conto como foi.
Beijinhos!

16 de set de 2008

É o seguinte...

Ando meio ausente e acho que tende a continuar assim. Vou tentar administrar o meu tempo, de uma maneira que dê pra eu ficar escrevendo com freqüência.

Primeiro que o vestibular tá aí. Gente, ESTÁ AÍ, na porta. Pensem no desespero. Dois meses e um pouquinho. Será que eu estudei o suficiente? Preciso revisar isso, isso e isso. Mas é muita coisa! AAAI! Ô, ano, acaba logo!

Segundo que eu estou meio aluada e muitíssimo preocupada (além de abismada) com algo que, posteriormente, direi aqui. É o tipo da coisa: você nunca imagina que aconteceria com alguém tão próximo. É quase que com você, sabe? Difícil, mas superável e apoiável.
Me desejem fortaleza!

13 de set de 2008

Cai reboco

Todo dia meu rosto está despelando ao entrar em contato com a temperatura baixa - não sei ao certo se é por conta do frio, mas é o que venho constatando. Detalhe: a sala é um gelo!
Me informaram que é normal e é a fase inicial (passarei mais, no MÁXIMO, 1 mês com essa reação).
Só que todo dia eu reclamava, ficava puta da vida! Me sentia uma parede com pintura velha, que vai caindo a tinta depois de um tempo... Hidratava e de nada adiantava.
Agora, passei a gostar disto. Me sinto como se tivesse renovando. Aquele reboco velho indo embora. Vou ficar bem, glamourosa, olhando pra frente e ainda me apoderando do "impinar o nariz". Sem medo. Passo a gostar ainda mais, quando vejo que alguns, como diria minha amiga Jessica, "abortos vivos" zombam disso. Eles não sabem o motivo daquilo e nem sabem que eu estou adorando. Afetou já... E muito. Mas foi até agora, juro, nesse minuto. Não afeta mais.

O remédio que estou tomando é forte, agressivo. Agride já, para um efeito milagroso no pós. Mas encantador, de uma índole "imparmente" ímpar. Um amor de "pessoa", que vai estar comigo durante sete meses.
Obrigada, meu messias!

10 de set de 2008

E por falar em amor...

Existem alguns que, de fato, são inabaláveis. Aqueles que preservo numa sinceridade imensa, que prometo não matar os pais e que estão comigo sempre. Aqueles que eu sei perseverar e confiar. Aqueles que eu peço e dou socorro. Aqueles, poucos, estão aqui no meu ombro e faço questão de carregar esses pesos leves e confortáveis.

Posso, hoje, dar um ênfase maior à uma criaturinha? Sei que posso e devo muito.
Há alguns quase 12 anos, ela esteve muito presente de uma forma nada ínfima em minha vida. Sabe essas baladas que foram referidas nos posts mais atuais? Ela participou de 99%, se não 100%. Esteve na minha primeira saída. Me ajudou, com a pouca experiência, na minha primeira menstruação (11 de setembro de 2001. Verdade, no dia do atentado terrorista). Viu, literalmente, o meu primeiro beijo. Foi comigo ao meu primeiro show. Me ajudou a apresentar alguns namorados aos meus pais.
Tantos casos, tantas loucuras, tantos... Micos? Incondicionais. Nossas discórdias sempre foram ridiculamente sarcásticas, com uma duração de, no máximo, 3 minutos! Tendo uma exceção, que nem vale a pena comentar.
Eu aprendi a lidar com inúmeras dificuldades. Você é uma das mais responsáveis por elas.
A nossa época de Fashion Club (matinê) sempre vai ser mencionada, nunca esquecida. Uma das melhores fases dessa nossa história.
Eu gosto de você por perto, mesmo que, atualmente, há algumas léguas de distância. Adoro nossa amizade, tuas façanhas, desarmonias e desavenças. Venero os teus conselhos, quando me entendes e falas o que preciso ouvir. Tua risada é hilária. Teu caráter nunca duvidoso. Adoro a tua família: sempre tão carinhosa e aprazível. Teu jeito é mais do que singular. Tuas histórias divertidíssimas. Teus telefonemas fora de hora são chatos e intrigantes (curto, mesmo assim), mas os em hora certa são, precisamente, amáveis. Tua forma de pensar "despensando", agindo impulsivamente. Tuas respostas bruscas, sem pensar. Teus movimentos involuntariamente voluntários. Teu abraço... E sabe do que mais? A-do-ro a tua mosca! (Hahaha)

Carol é uma irmã que eu pude escolher a dedo (não o podre, o limpinho). Que eu faço questão de cativar constantemente e não deixar ao Deus dará. A gente se completa "descompletando" e assim vai... O orgulho só aumenta e a paz... Nem comento.

Nessas longas datas, nunca ficamos tanto tempo longe uma da outra. Mas chegou a época e coincidiu bem com o teu aniversário. Tá sendo foda! A impossibilidade de poder falar a qualquer momento arrepia de saudade. Mas o tempo voa e jajá estaremos juntas de novo. Enquanto isso, aproveite todos os minutos "maravilhosamente" bem, se cuidando e pensando sempre que essa é uma oportunidade mais do que ímpar.


Amiga, hoje, 10 de setembro de 2008, te desejo o maior Feliz Aniversário brasileiro do mundo! Diferente e melhor de todos que eu te dei até hoje, já que eu não posso te falar pessoalmente. Tu sabes que eu torço demais pelo teu sucesso! Que todas as energias positivas se voltem pra você e façam jus às suas qualidades lindíssimas.
Ah, espero que essa Vancouver te devolva igualzinha!

E como não poderia faltar:
"Te adoro e você vem comigo aonde quer que eu voe. (...) As coisas são assim. E se será, será. Pra ser sincero, meu remédio é te amar, te amar. Não pense, por favor, que eu não sei dizer... Que é amor tudo o que eu sinto longe de você"

Te amo como nunca!
Um beijo bem enorme e um abraço pleno de saudades!

8 de set de 2008

Balada do amor in(abalável) - Capítulo 4

No telefonema, com uma voz precisa, perguntei onde ele estava. Ficou calado. Perguntei outra vez. Falou que havia ido pra BH. Perguntei o motivo de não ter me falado que ia pra lá. Ele responde que resolveram tudo de última hora e não deu tempo de me avisar.
- Com quem você está aí? - perguntei
- Com o rabino e três amigos.
- Quem são os amigos?
- Gustavo, Leonardo e Pedro.
- É? Me liga daqui a 5 minutos?
- Certo.

Liguei pra menina de BH. Perguntei por Júlio e ela disse não saber de seu paradeiro. Falei que ele estava em BH. Ela gostou de saber e falou que ia procurá-lo. Bandida! Ainda teve a coragem de me provocar.

Ele me liga de novo. Pergunto por que ele não me diz logo a verdade. Ele fala que se for pra eu ficar desconfiando, é melhor desligar. Eu peço pra falar com um dos amigos. Ele diz que não dá, alegando a impossibilidade do amigo. Eu não entendo. Ele fala que o amigo não fala com estranhos. Mas que desculpa foi essa? MEU DEUS! Santa criatividade... Desligamos.

Ligo pra Ilan (primo de Júlio) no desespero. Ele me acalma muito, mas não totalmente. Eu precisava logo saber da história real. Até pra Samantha (irmã do Portuga) eu liguei, mas ela tirou o corpo fora.
Ligo pra Portuga. Pedi pra ele me contar tudo sobre o que estava acontecendo entre Júlio e a menina de BH. Ele disse que o deixasse fora dessa. Insisti muito, por tudo.
- Aline, está na sua cara, só você não vê!
- Me conta tudo, por favor? Eu preciso saber detalhes, pra poder aceitar de vez, sabe? - insisto eu, já aos prantos.
- Tá, vou contar. Agüento mais não. Seguinte, Júlio e a menina de BH estão namorando. Ele está agora na casa dela.
(Fiquei muda)
- Tá aí ainda? - pergunta Portuga
- Unrrum. Termina.
- Tudo começou no seminário... Ele ficou com uma outra garota lá e depois com a de BH. Começaram a namorar. Ele foi pra Recife namorando com a outra e o objetivo principal de voltar pra SP era de ficar mais próximo dela. Sabe a peguishá? Eles estavam juntos lá. Sabe o dia que ele disse que foi à Brasília? Era mentira, ele foi à Belo Horizonte. Agora ele está lá, com ela. Desculpa não ter te contado antes, mas ele pedia pra eu negar. Sempre dizia pra ele te revelar, que não era certo com nenhuma das duas. Ele dizia que gostava das duas e não queria acabar.

Imaginem, agora, o meu estado naquele momento? PAS-SA-DA! Foi duro ouvir tudo aquilo e não ter pra onde fugir. Era verdade, não adiantava mais negar, nem fingir que não acreditava.

Preciso falar com ele. Desligo com Portuga, que pede pra eu deixar o áudio do MSN ligado, que ele queria ouvir. Tudo bem, deixei. Até então eu não sabia, mas isso seria gravado e viraria motivo de chacota.

Ligo pra ele e continuou negando, mesmo eu falando tudo que sabia. "ACABOU, Júlio, A-CA-BOU, ouviu?!" Ligo pra menina de BH. Aos berros, explodi tudo que Portuga havia me falado. Ela não tinha mais como contestar. Me pediu mil desculpas e assumiu. Júlio estaria ao seu lado, naquele momento. Eu nem lembro direito o que falei, ao certo. Sei que dei uma bela de uma esculhambação e ela, chorando, só se desculpava, dizendo que havia sido enganada também. Mas, querida, nada é motivo pra você se fazer de amiguinha. Era melhor nem ter tido algum contato comigo.
Pedi pra falar com ele e o cafajeste não quis.

Eu não acreditava no que estava acontecendo comigo. Aquele era o nosso namoro, não só dele. Não tinha o direito de acabar com tudo. O que eu fiz pra merecer? Eu dei tantas oportunidades da verdade ser dita e ele preferiu esconder. Seria tão mais fácil. Ou não?
O dia seguinte pra mim foi horrível. Teria prova, mas nem a primeira questão consegui ler.
"Amiga, ele vai se arrepender, vai te pedir pra voltar e tu vais ser forte, orgulhosa e segura no que tu quer (se livrar dele pra sempre)!" Todas me falavam.

Júlio passou mais dois dias em BH e voltou à SP.
A partir daí, começou o drama. Num intervalo de aula, recebo uma ligação. Era ele. Me pedia mil desculpas, admitia o erro e, mesmo sabendo da não-volta, pedia que eu entendesse. Falou também que acabou com a menina de BH. "Entender mais o quê? Que droga... Olha o que você me fez. Perceba!" Ele diz que não vai desistir e desligamos.
Os meus dias passaram a se resumir na resistência à uma puta dor. Aquele quengão me passou pra trás e eu ainda gosto dele? Vamos tratar de esquecê-lo?
Era difícil... Ele passou uma semana insistindo falar comigo. E-mail, MSN, torpedo... Não ligava. Estava impossibilitado de ligar, já que não lhe haviam mais créditos. Daí pede pra eu ligar. Resisti muito e terminei ligando. Ele diz que vai voltar à Recife e que irá pagar as ligações que eu fiz pra ele, até porque era a pedido dele que eu ligava. Burra, né? Muito burra! Mas não viram nada. A burrice vai aumentar.

Ligações e mais ligações feitas. Ele se passava por sofrido. Lágrimas não lhe faltaram. Pense num drama. Pensou? Multiplique por 1000 e acrescente um punhado... Ou melhor, 300 punhados de mentira. Pronto? ABUSO! Digo abuso agora, mas naquela época... Dava um dó. Eu poderia crer que ele estava melhor, que havia mudado. Mas não cedia (isso durou 1 mês). Todos os dias nos falávamos. É, dei trela pra cachorro manso.
Eu ajudei com a sua volta à Recife - sua família não o queria por aqui, vejam com quem eu fui me meter. Sim, foi isso mesmo. Eu avisei que a burrice aumentaria e só tende a crescer. Com a data marcada para retornar, cedi aos "encantos" de Júlio e voltei o namoro. As pessoas não conseguiam entender o por que de eu ter voltado com alguém como ele. Fui bem julgada, mas tem horas que precisamos levar 3000 tombos pra acordar.

Recife o tinha mais uma vez. Tudo "maravilhoso"! Até que, 15 dias depois, chegou a conta mensal de telefone. "O QUÊÊÊ? Fu-deu tu-do! Me dê por morta, Júlio!" Calma, meu amor, eu disse que ia pagar e VOU! Acreditei. Minha mãe não iria admitir 2500 reais pra ela pagar. Foi isso mesmo: dois mil e quinhentos reais jogados fora!
Fomos juntos (eu e ele) comunicar o estouro ao meu pai. Falamos logo que iríamos conseguir o dinheiro. Meu pai ficou pasmo, mas a ficha ainda não teria lhe caído. Escondemos da minha mãe por um tempo, mas tivemos que falar. Gente, foi horrível! Ela não entendia por que eu tinha feito aquilo, muito menos como eu consegui. Eu só chorava. Não conseguia falar nada. Foi a maior decepção da vida dela, com certeza. Não só pelo dinheiro, mas no estágio de translucidez que eu fui parar, por conta de uma "porra de um namorado". "Filha, você nunca fez isso... Ai meu Deus, o que eu vou fazer?!" Muito ruim... Muito mesmo! Ela me mandou escolher entre nós, família, e ele, namorado. Na hora, ainda em transe, achei aquilo um absurdo. Mas ela sabia o que estava fazendo e que seria pra o meu bem um choque desses. E foi a coisa certa! Eu precisava!
Disse pra ela que havia acabado, mas fiquei namorando escondido.
Júlio procurava dinheiro e não conseguia. Eu achava que ele já teria, ao menos, metade da grana. Mas não tinha NADA. Vendeu, me passando na cara, o vídeo-game: 350 reais. Ainda nos faltava 2150.
Ele "tentou de tudo" e nada. Prometeu que pagaria... Até hoje nem sinal. Meus pais tiveram que pagar.
Enquanto isso, o nosso namoro se transformara numa loucura. A minha desconfiança, as mentiras dele (incrível, vocês não têm noção das "mirabolâncias"), a preocupação em camuflar os encontros... Um inferno!

Até que, depois de inúmeras mentiras, teve uma que se transformou em fim. Eu não agüentava mais aquilo. Não tinha mais fôlego. O que eu faria ainda com aquele indivíduo? Tá na hora de acabar com tudo isso, levantar e inovar, cuidar de mim.
Acabou! Minha nossa, acabou MESMO... Que alívio! Sabe uma leveza no corpo? Me tirou um peso enorme. Agora sou eu, sabe? A que eu conheço, que tomou coragem e...

Depois de 2 meses, voltamos.





BRINCADEIRA! Hahahaha Volto mais não, queridos!

O fim pode não ter sido tão emocionante, mas pra mim já valeu e MUITO!

Perdi muito tempo, conhecimentos estudantis, ganhei uma insegurança remosa, desmoronei minha família e briguei com amigos. Agora tudo bem, graças a Deus!
Mas de algo valeu: estou vacinada pra esse tipo de gente. Pronta pra outra! Quer dizer, quero outra dessa não.

E assim termina a minha balada do amor abalada, disposta a "desabalar".

FIM (de um Início)

P.S.: Só um desabafo: analisando agora, eu nunca, mas nunca mesmo, gente, subestimei tanto a minha inteligência como aconteceu nessa história.

6 de set de 2008

Balada do amor in(abalável) - Capítulo 3

Ele havia deletado o orkut. Normal, não teria tanto tempo, nem computador disponível. Nos falávamos por MSN ou telefone, às vezes. O mais constante era por torpedo.
Num dia qualquer, fui visitar o orkut de Portuga (aquele que viajou com Júlio). Quando fui deixar um recado em seu scrapbook, percebo que havia outro de uma menina. Ela dizia pra ele cuidar bem do Júlio, que ficasse de olho. Isso me deixou bem alerta. Visitei o perfil da tal menina. De BH ela. Lá, tinha um recado de uma amiga dela perguntando se "ele" (no caso, Júlio) já havia deixado a outra (no caso, eu). Entrei em pânico!
Fui falar com ele, claro. Alegou ser uma amiga que conheceu no seminário, que era super normal a preocupação dela por ele e pronto. Meio que "Se dê por satisfeita!". Ok, "acreditei". Tu achas? Fui à procura. O orkut da menina era visitado por mim todo o tempo. Eu via cada coisa... Até falava com ele, mas este negava sempre alguma relação além da amizade . Todos me avisavam que eu estava sendo uma burra, que estava sendo traída... Eu fazia de tudo pra não acreditar naquelas, que eu julgava, picuinhas.

Até que a menina de BH, do nada, liga pra mim. Me diz pra eu deixar de ser noiada, que ela não tem e nunca vai ter nada com Júlio. Só estava preocupada, já que criaram um vínculo afetivo enorme e ele estava em São Paulo, que é uma cidade muito movimentada e traiçoeira. Passou uns 30 minutos no telefone comigo. Me fez crer em cada palavra e nos tornamos coleguinhas. ¬¬
Mesmo assim, a desconfiança continuava.
O caso se agravou e eu cheguei ao ponto de criar um fake (orkut falso) pra desmascarar toda aquela farsa. Deu certo. Ela revelou. Mas ainda não foi o suficiente pra eu cair na real.
Minha vida estava um verdadeiro inferno. Tudo girava em torno dessa "minha insegurança". Júlio me colocava na parede o tempo todo. Falava que se a nossa relação fosse pra continuar sem confiança, era melhor acabar. Ele pediu um tempo e eu, como nunca havia imaginado (sempre julguei mal esse tipo de coisa), aceitei. Sim, ele queria sair pela tangente e me deixar na corda bamba.

Passou-se um tempo e ele me informou que haveria uma peguishá (encontro/acampamento para jovens judeus) em Belém-PA. Fiquei meio cabreira, até porque ele iria pra terra da ex-noiva e teria de seguir todas as regras judaicas, não podendo falar comigo em certas situações.
Ele foi... Se muito, em 7 dias (se não me engano) a gente se falou 3 vezes.
Voltou à SP e, dias depois, me disse que iria à Brasília acompanhar um rabino numa cerimônia.

São Paulo de novo.
O tempo? Quase que não teve: nos falávamos sempre por torpedo.

Estava chegando Rosh hashaná (ano novo judaico) e Júlio iria pra algum interior paulista com um rabino. Não iríamos poder nos falar: segundo ele, nesse feriado era proibido o uso de celular ou qualquer tipo de meio de comunicação. Fazer o quê, né?
Não sei bem o por que, mas me deu um estalo e resolvi ligar pra casa onde ele estava morando. Perguntei dele e a pessoa do outro lado da linha me disse que ele havia ido pra BH.
- Pra onde, moço?
- Belo Horizonte, filha. Não é o Júlio de Recife? Pois é, ele foi pra lá.
- Ah... Tá! O senhor sabe quando ele volta?
- Não sei, não.
- Cer-to. Obrigada.

BELO HORIZONTE: lugar onde se situara a tal menina, que eu havia desconfiado e me ligou se passando por companheira.

Gente, ele me falou que iria pra um interior paulista.
CRISE! Passei uns 20 minutos olhando pra o telefone... Sem acreditar no que estava acontecendo e pensando no que iria acontecer. Ah, isso não pode ser comigo. Calma!

Liguei pra ele. Fora de área. Mando um torpedo: "Estou desesperada, preciso falar com você urgentemente". Ele ligou.

Quer saber como foi o telefonema e o fim desta história?
Leia, amanhã, o capítulo 4!
Beijinhos e boa noite!

5 de set de 2008

Balada do amor in(abalável) - Capítulo 2

Estava eu, num meio jovial, aos 15 anos, numa festa; dessas de prédio. Era uma sexta-feira. Interessada num garoto, nem percebi que havia alguém diferente por ali. Vi depois, enfim, ao longe, uma pessoa (Júlio) com uma kipá. Algo anormal por ali. Ele veio até mim, não sei como. Conversamos, do nada. E quando vimos, sabíamos quase tudo da vida um do outro. Se tratava de um judeu, que, aos 17 anos, estava noivo (paaasmem a loucura da pessoa). Ele estava morando em Israel há um ano e, naquela época, em férias (voltaria depois de uma semana) no Brasil.
Na segunda-feira, ele foi no meu colégio e nos tratamos como velhos amigos. Um abraço bem especial: ele partiria depois de uns 5 dias.
Trocávamos e-mails o tempo todo. Até comecei a namorar esse último, que citei no Capítulo 1 (o tímido ao extremo). Os conselhos eram dos melhores. Fazíamos vários planos para a volta dele. Como seria, os passeios, tudo.
Passou-se um ano e Júlio voltou ao Brasil (férias de novo). Eu estava nervosíssima. Fui ao aeroporto pegá-lo. Adivinha quem eu encontro? A noiva dele. Sim, ela, que mora em Belém-PA, estava aqui em Recife. Ele chegou e falou com todos, menos comigo. Puta da vida, quase indo embora, ele foi ao meu encontro. Foi rapidinho.
1 mês e meio se passou. Júlio me enrolou, me enrolou - alegando a presença da noiva - e não nos vimos. Ele voltou para Israel. Esse seria o seu último ano (2006) - ele não sabia, achava que viria de novo em férias e voltaria pra estudar em alguma faculdade.
Em fevereiro de 2006 acabei o meu namoro. O noivado dele estava meio balançado. Os nossos e-mails ficavam cada vez mais intensos. Já não se tratava mais de uma amizade forever and ever. Era muito mais. Eu me realizava a cada mensagem ou a cada notícia, por mais simplórias que fossem.
Em meados de junho/julho, Júlio acabou o noivado: a namorada tinha lhe colocado (vários) chifres. Consolei, fiquei triste, porém, tudo no maior cinismo do mundo. Eu estava pulando de felicidade. Ele chegaria em dezembro e a ansiedade me manipulou total.
Era dezembro. Não pude ir buscá-lo no aeroporto, mas liguei na hora que ele chegou. Tão bom ouvir aquela voz, sabendo que ele estava aqui e nos veríamos logo. Dei o número do meu celular. 6 dias se passaram e nada dele ligar. Eu estava à 1000 por hora: "Filho de uma mãe, me iludiu. Não vai mais me ligar! Como eu pude acreditar?" Quando, no 7º dia, eu recebo uma ligação de Júlia (amiga minha), falando que conheceu Júlio (de quem eu tanto falava) naquela hora, que ele disse estar apaixonado e que queria muito falar comigo, só que tinha perdido o meu número. Não acreditei, claro! Que desculpa! Fui bem durona no telefone, mas marcamos de nos encontrar no outro dia.
O encontro foi no Country (clube daqui do Recife). Eu estava irradiando de felicidade. O melhor abraço do mundo. Conversamos quase 1h e nos beijamos. Queria aquele dia eterno!
O dia seguinte seria o aniversário do irmão dele. Iríamos nos ver de novo. Era dia 22 de dezembro de 2006: começamos a namorar. Ele desistiu de voltar à Israel.
Ele era diferente, sabe?! Diferente de tudo que eu já vivi, em vários aspectos. Ele era estranho, engraçado, atacado, com uns hábitos surreais. Era judeu, velho. Por mais que eu tivesse amigos judeus, namorar um é BEM diferente. Mas eu adorava! Gostava muito de conhecer a religião e participar das festas. Achava hilário vê-lo falando ou escrevendo hebraico. Enfim, muito fora do meu normal, mas me fascinava!
Meus pais... Ah, meus pais gostaram dele. A primeira impressão foi de uma pessoa hiperativa, bem tagarela e espontânea. É, só a primeira.
Eu fui uma apaixonada! Estava ali pra ele e por ele. Fazia de um tudo pra vê-lo. Desmarcava tudo e iria encontrá-lo. Enfrentei meus pais, meus amigos e todos que me julgavam "entregue demais".
Sim, eu estava entregue demais. Só não percebia. Estava cega! Até julho de 2007, meu namoro era um mar de amores.
Até que chega julho-2007, ele me dá a notícia que vai à um seminário judaico em São Paulo e que esse teria duração de 15 dias. Como eu sentiria falta, mas não pude ir de encontro.
Já no fim do seminário, ele me dá mais uma notícia de que passaria mais 6 meses em São Paulo, num projeto também judaico. Sofri, mas nem cogitei acabar o namoro. Júlio voltaria à Recife ainda. Achando eu que seriam, ao menos, 2 semanas... Ele passaria 5 dias aqui (intrigantes, com algumas desconfianças passageiras) e voltaria à SP. Iriam ele e mais um amigo meu, o Portuga. Levei os dois ao aeroporto. Aquelas últimas horas foram "angustiantes". A despedida final foi horrível. Chorei como louca. Ele não chorou. Apesar de se mostrar sentido por partir, parecia querer ir embora logo. Que saudade!

Não sabia eu, que ali, naquele momento, começaria o maior estresse (estou sendo bem sutil) da minha vida.

Quer saber mais? Continua amanhã!
Tenham uma boa noite!

Balada do amor in(abalável) - Capítulo 1

Aos 11 anos saí com as minhas amigas, sozinhas, sem as mães.
Fomos ao shopping! Aquela ceninha mesmo: amigas de mãos dadas, andando pra lá e pra cá, adorando aquela situação de início de independência.

Aos 12, fui à minha primeira balada (matinê, óbvio). Também nessa idade, precoce ou não, pude ter o meu primeiro beijo e namorado. O príncipe, que nada da realeza tinha! Tudo que eu sonhava, estava, pelo contrário, nele. Mas eu era louca por ele! Meus pais não gostaram da idéia desse meu namoro aos 12 anos, muito menos do dito cujo, já que ele tinha 18 anos e não se portava tão bem. Ficamos juntos por 03 meses.

Aos 13, meu segundo namorado. Um doce de pessoa! Me trazia flores, bombons, cartinhas e mais cartinhas. Uma paixão incondicional. Pensar que o namoro começou com uma leseira infantil no velho mIRC. Esse também tinha 18 anos. Tinha carro. O fato dele ser motorizado deixou a minha mãe BEM alerta. Tanto que, quando o conheceu, já impôs todas as regras da casa. O menino, coitado, se assustou. Não deu 1 mês e ele correu fora. Me mandou um e-mail enorme, pedindo mil desculpas, mas que não dava pra continuar com a mãe que eu tinha. Meu amorzinho, você estava namorando comigo e não com a sogra. Mas tá. "Filha, não se importe! Ele não gostava de você." Ah, mas ele vai se arrepender, tenho certeza. Dito e feito. Eu sou "orgulhosa" e não volto!

Aos 13/14, virada na balada, encontrei uma pessoa bem especial. Um lindo! Nos falamos por um bocado de tempo, idealizamos mil planos. Só que ele começou a namorar, eu também. Passou-se um mês e pouco, acabamos (eu e ele, cada um com os seus respectivos namorados). Planos outra vez e quando eu estava no auge da paixão, ele me deixa na mão e volta o namoro. Filho da mãe!

Aos 15/16, tive um namoro que eu achei que daria certo. Ele era tão romântico, ao ponto de me sufocar. Tímido, que nem se fala. Sabe o meu oposto? Era ele. Tadinho, fazia de tudo pra me agradar. Eu não agüentava mais ouvir a buzina da moto aqui na frente da minha casa. Já sabia que era o motoboy vindo entregar flores ou algo do gênero. Pense! Eu poderia, descaradamente, errar, que ele assumia pra evitar briga. Isso me irritava profundamente! Eu não sabia o que fazer com aquela pessoa insegura até o talo, morrendo de amores, que nem sequer sabia expressar tamanho ciúme. Pena não dá, né? Acabei. Pense num dia ruim esse. Morri de chorar, o vendo desabafar todas as angústias absorvidas durante o namoro. Ele morria de medo de me criticar ou culpar. Por isso, guardava tudo pra ele. No fim, jogou tudo, sem pena. Horrível!

Antes desse último namoro, eu havia conhecido uma pessoa ótima. Até então, meu amigo forever and ever. Num dia só, ele pôde saber mil coisas da minha vida e eu da dele. Me incentivou um beijo num outro garoto e tudo. Nascia ali uma liiiinda amizade... ¬¬ Explicar-lhes-ei, desde o início, com detalhes, usando Júlio como pseudônimo.

Essas cenas ficam para o próximo capítulo...
Tenham uma boa noite e até amanhã!

2 de set de 2008

A gente encontra de tudo

Política é algo que me tira do sério. Por isso, prefiro não discutir.
Mas como aqui eu só vou escrever, sem ninguém pra bater de frente...

Hoje eu fui à um debate. E, gente, eu ADORO debates! Discuto, pergunto, fico nervosa, aplaudo. Enfim, gosto demais.
O de hoje estiveram presentes os candidatos à prefeitura do Recife: João da Costa (PT), Mendonça Filho (PFL), Raul Henry (PMDB) e Edilson Silva (PSol).
Um enfatizou, até demais, a juventude (além de ter a mulher dele o tempo todo ao lado dando palpites, o que não pode). Outro, suponho eu, fuma maconha (só critica e é um "aluado", que até prometeu acabar de vez com essa corrupção atual: o todo poderoso). Teve um que disse que, durante a sua gestão, transformaria a cidade do Recife numa das 10 melhores cidades do BRASIL! Vejam só que inxirido... Hahaha Cada uma... Teve oportunidades anteriores de fazê-la. E por que não fez? A velha "promessa de político"!

Só pra constar: o Recife só é composto por pobres? Acho que não, hein?

Se eu já tinha o meu voto garantido, agora mais ainda. Ele sim, nos transmitiu propostas concretas e respostas sutis e bem articuladas! Confesso que superou as minhas expectativas!

Ah, eu não voto no partido e sim no candidato.
E aos que se opuserem: queridos, se preocupem em expor ideais e projetos. Querem ganhar expondo só os defeitos dos outros? Isso é desumano. Jogo baixo e sujo de quem não se garante!

Falar alto? Pode inibir alguns, mas à grande maioria não mais.

1 de set de 2008

E como eu fico?

Estou no meio de um dilema entre duas pessoas essenciais. Eu queria poder fazer mais, queria poder ser neutra. Queria ajudar, desajudando; influenciar no que não flui mais. Às vezes, eu acabo pensando até que estou por destruir o já destruído. O quê?! É. Como se eu tivesse atrapalhando o que já está atrapalhado há anos.

O que era, sutilmente, complicado por aqui, já não é nada.
A esperança prevalecia. É ruim quando se tem, finalmente, os pés no chão diante de uma coisa que você mantinha inabalável.

A visão dos meus heroes está ficando pra trás.