6 de set de 2008

Balada do amor in(abalável) - Capítulo 3

Ele havia deletado o orkut. Normal, não teria tanto tempo, nem computador disponível. Nos falávamos por MSN ou telefone, às vezes. O mais constante era por torpedo.
Num dia qualquer, fui visitar o orkut de Portuga (aquele que viajou com Júlio). Quando fui deixar um recado em seu scrapbook, percebo que havia outro de uma menina. Ela dizia pra ele cuidar bem do Júlio, que ficasse de olho. Isso me deixou bem alerta. Visitei o perfil da tal menina. De BH ela. Lá, tinha um recado de uma amiga dela perguntando se "ele" (no caso, Júlio) já havia deixado a outra (no caso, eu). Entrei em pânico!
Fui falar com ele, claro. Alegou ser uma amiga que conheceu no seminário, que era super normal a preocupação dela por ele e pronto. Meio que "Se dê por satisfeita!". Ok, "acreditei". Tu achas? Fui à procura. O orkut da menina era visitado por mim todo o tempo. Eu via cada coisa... Até falava com ele, mas este negava sempre alguma relação além da amizade . Todos me avisavam que eu estava sendo uma burra, que estava sendo traída... Eu fazia de tudo pra não acreditar naquelas, que eu julgava, picuinhas.

Até que a menina de BH, do nada, liga pra mim. Me diz pra eu deixar de ser noiada, que ela não tem e nunca vai ter nada com Júlio. Só estava preocupada, já que criaram um vínculo afetivo enorme e ele estava em São Paulo, que é uma cidade muito movimentada e traiçoeira. Passou uns 30 minutos no telefone comigo. Me fez crer em cada palavra e nos tornamos coleguinhas. ¬¬
Mesmo assim, a desconfiança continuava.
O caso se agravou e eu cheguei ao ponto de criar um fake (orkut falso) pra desmascarar toda aquela farsa. Deu certo. Ela revelou. Mas ainda não foi o suficiente pra eu cair na real.
Minha vida estava um verdadeiro inferno. Tudo girava em torno dessa "minha insegurança". Júlio me colocava na parede o tempo todo. Falava que se a nossa relação fosse pra continuar sem confiança, era melhor acabar. Ele pediu um tempo e eu, como nunca havia imaginado (sempre julguei mal esse tipo de coisa), aceitei. Sim, ele queria sair pela tangente e me deixar na corda bamba.

Passou-se um tempo e ele me informou que haveria uma peguishá (encontro/acampamento para jovens judeus) em Belém-PA. Fiquei meio cabreira, até porque ele iria pra terra da ex-noiva e teria de seguir todas as regras judaicas, não podendo falar comigo em certas situações.
Ele foi... Se muito, em 7 dias (se não me engano) a gente se falou 3 vezes.
Voltou à SP e, dias depois, me disse que iria à Brasília acompanhar um rabino numa cerimônia.

São Paulo de novo.
O tempo? Quase que não teve: nos falávamos sempre por torpedo.

Estava chegando Rosh hashaná (ano novo judaico) e Júlio iria pra algum interior paulista com um rabino. Não iríamos poder nos falar: segundo ele, nesse feriado era proibido o uso de celular ou qualquer tipo de meio de comunicação. Fazer o quê, né?
Não sei bem o por que, mas me deu um estalo e resolvi ligar pra casa onde ele estava morando. Perguntei dele e a pessoa do outro lado da linha me disse que ele havia ido pra BH.
- Pra onde, moço?
- Belo Horizonte, filha. Não é o Júlio de Recife? Pois é, ele foi pra lá.
- Ah... Tá! O senhor sabe quando ele volta?
- Não sei, não.
- Cer-to. Obrigada.

BELO HORIZONTE: lugar onde se situara a tal menina, que eu havia desconfiado e me ligou se passando por companheira.

Gente, ele me falou que iria pra um interior paulista.
CRISE! Passei uns 20 minutos olhando pra o telefone... Sem acreditar no que estava acontecendo e pensando no que iria acontecer. Ah, isso não pode ser comigo. Calma!

Liguei pra ele. Fora de área. Mando um torpedo: "Estou desesperada, preciso falar com você urgentemente". Ele ligou.

Quer saber como foi o telefonema e o fim desta história?
Leia, amanhã, o capítulo 4!
Beijinhos e boa noite!

3 comentários:

Ana Gabriela disse...

Cadê a continuaçãoooooooooo...
aiaiai que curiosidadeeeeeeeee..

Beijo amigaa.

Carlinha disse...

Isso não é justooooo! Quero saber o que aconteceu! Tá pior que o último capítulo de novela, rs!

Carlinha disse...

Quero a continuaçãoooooooooooooooooo!rs