5 de set de 2008

Balada do amor in(abalável) - Capítulo 1

Aos 11 anos saí com as minhas amigas, sozinhas, sem as mães.
Fomos ao shopping! Aquela ceninha mesmo: amigas de mãos dadas, andando pra lá e pra cá, adorando aquela situação de início de independência.

Aos 12, fui à minha primeira balada (matinê, óbvio). Também nessa idade, precoce ou não, pude ter o meu primeiro beijo e namorado. O príncipe, que nada da realeza tinha! Tudo que eu sonhava, estava, pelo contrário, nele. Mas eu era louca por ele! Meus pais não gostaram da idéia desse meu namoro aos 12 anos, muito menos do dito cujo, já que ele tinha 18 anos e não se portava tão bem. Ficamos juntos por 03 meses.

Aos 13, meu segundo namorado. Um doce de pessoa! Me trazia flores, bombons, cartinhas e mais cartinhas. Uma paixão incondicional. Pensar que o namoro começou com uma leseira infantil no velho mIRC. Esse também tinha 18 anos. Tinha carro. O fato dele ser motorizado deixou a minha mãe BEM alerta. Tanto que, quando o conheceu, já impôs todas as regras da casa. O menino, coitado, se assustou. Não deu 1 mês e ele correu fora. Me mandou um e-mail enorme, pedindo mil desculpas, mas que não dava pra continuar com a mãe que eu tinha. Meu amorzinho, você estava namorando comigo e não com a sogra. Mas tá. "Filha, não se importe! Ele não gostava de você." Ah, mas ele vai se arrepender, tenho certeza. Dito e feito. Eu sou "orgulhosa" e não volto!

Aos 13/14, virada na balada, encontrei uma pessoa bem especial. Um lindo! Nos falamos por um bocado de tempo, idealizamos mil planos. Só que ele começou a namorar, eu também. Passou-se um mês e pouco, acabamos (eu e ele, cada um com os seus respectivos namorados). Planos outra vez e quando eu estava no auge da paixão, ele me deixa na mão e volta o namoro. Filho da mãe!

Aos 15/16, tive um namoro que eu achei que daria certo. Ele era tão romântico, ao ponto de me sufocar. Tímido, que nem se fala. Sabe o meu oposto? Era ele. Tadinho, fazia de tudo pra me agradar. Eu não agüentava mais ouvir a buzina da moto aqui na frente da minha casa. Já sabia que era o motoboy vindo entregar flores ou algo do gênero. Pense! Eu poderia, descaradamente, errar, que ele assumia pra evitar briga. Isso me irritava profundamente! Eu não sabia o que fazer com aquela pessoa insegura até o talo, morrendo de amores, que nem sequer sabia expressar tamanho ciúme. Pena não dá, né? Acabei. Pense num dia ruim esse. Morri de chorar, o vendo desabafar todas as angústias absorvidas durante o namoro. Ele morria de medo de me criticar ou culpar. Por isso, guardava tudo pra ele. No fim, jogou tudo, sem pena. Horrível!

Antes desse último namoro, eu havia conhecido uma pessoa ótima. Até então, meu amigo forever and ever. Num dia só, ele pôde saber mil coisas da minha vida e eu da dele. Me incentivou um beijo num outro garoto e tudo. Nascia ali uma liiiinda amizade... ¬¬ Explicar-lhes-ei, desde o início, com detalhes, usando Júlio como pseudônimo.

Essas cenas ficam para o próximo capítulo...
Tenham uma boa noite e até amanhã!

Um comentário:

Polêmica disse...

Já comigo é diferente, eu só dou certo com meninos tímidos, ciumentos, inseguros e quietinhos (rs)...mas, nunca parei pra pensar que eles ficam guardando rancor e quando têm uma oportunidade jogam tudo na nossa cara! Vou ficar mais esperta agora!

Beijinhos!