21 de ago de 2008

Dura e pura realidade

09/08/2008

Há um tempo que meus pais ajudam uma favela daqui de Recife.
Eles viviam me chamando para olhar, solidamente, aquela realidade tão próxima. Fomos, eu e minha irmã.
Ficamos abismadas ao ver aquilo tudo. Como vivem ali, naquelas condições? Por que ainda reclamamos da vida? Com que direito?!
Porém, a inteligência daquele povo nos surpreendeu muito. Só precisam de uma única oportunidade.
Aquela arquitetura... Pisamos em aglomerados de tábuas, em que embaixo era rio. Poderia até balançar um pouco, mas não quebra de maneira alguma. Vimos dúplex e até tríplex!
Aquelas pessoas, que foram super educadas e acolhedoras - antes apreensiva, me deixaram bem à vontade, sem medo - "confortam", em média, seis pessoas (chegamos a ver até onze) num barraco mínimo de madeira e papelão.
Não adianta descrever ou, até mesmo, mostrar-lhes fotos/vídeos. É como Felipe, meu primo - que chocado ficou ao presenciar também - expressou: "É preciso estar aqui, sentir o cheiro."

Depois de vivenciar tal experiência você, no mínimo, passa a dar mais valor ao que possui.

2 comentários:

Helena Ferraz disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Helena Ferraz disse...

pois e, na sexta-série do ensino fundamental* eu tive uma expÊriencia bem triste numa favela,quando faziamos uma campanha na escola para destribuir alimentos,eu fui "sorteada"pra ir com a direção... e um homem morreu de fome aos meus pés... e...é preciso sentir mesmo o cheiro!é incrivél como no vasto mundo falta espaço para os pequenos(como alguém disse) abraço